sexta-feira, 29 de novembro de 2013



A charge de Ricardo Ferraz mostra um aluno cego caminhando pela escola com colega, que diz: Quero que você conheça a escola! A sua direita, fica a quadra de esportes e a sua esquerda, a sala de vídeos. Dentro de outro balãozinho a resposta do aluno cego: Com audiodescrição entendo melhor os filmes e posso conhecer mais os lugares!  
Escola acessível é possível
Lívia Motta
O sinal toca, é hora de entrar…
A aula já vai começar.
Vozes de menino e menina,
De gente animada e exaltada
Que está ali e acolá.
Um cheirinho de café paira no ar.
Já me contaram que a escola tem menina de trança
E aluno que gosta de dança.
Tem banco no pátio e árvore prá todo lado.
Vou aprender a chegar até a biblioteca,
Laboratório, quadra e cantina.
Será que vai ter filme com a tal da audiodescrição?
Quem conhece não fica mais sem.
A escola pode muito mais acessível ficar
Se meus colegas e professores puderem me contar
O que seus olhos vêem
E os meus não podem enxergar.
Vou poder com eles de tudo participar,
Não vai faltar assunto e notícia para contar.
E não há como não se empolgar
Com o aprender e ensinar.
Muitas janelas abertas e vontade de espiar.
Conhecer e o mundo conquistar.
Escola acessível é possível,
É só começar.
 IN: Guia de Orientação para Aplicação Pedagógica da Audiodescrição no Contexto Escolar. MOTTA, L.M.V.M. 









¨A audiodescrição é o recurso que permite a inclusão de pessoas com deficiência visual em cinema, teatro e programas de televisão. No Brasil, segundo dados do IBGE, existem aproximadamente 16,5 milhões de pessoas com deficiência visual total e parcial, que se encontram excluídas da experiência audiovisual e cênica. A acessibilidade nos meios de comunicação é um tema que está em pauta no mundo todo. Os esforços neste sentido visam não apenas proporcionar o acesso a produtos culturais a uma parcela da população que se encontra excluída, como também estabelecer um novo patamar de igualdade baseado na valorização da diversidade. ¨
“Dizem que uma imagem vale mais do que 1000 palavras, pois bem, a audiodescrição é muito mais que as tais 1000 palavras.”
Marco Antonio de Queiroz, cego, autor do site Bengalalegal, em entrevista sobre sua participação como jurado do Festival de Cinema Assim Vivemos 2007.



      Hoje na sociedade se grita pela inclusão com respeito e dignidade, ouvir de uma pessoa com deficiência visual que não queria esmola, mas trabalho, pois o trabalho dignifica o homem. Apesar de sabemos que no Brasil, nas cidades, escolas encontra-se muito longe de acessibilidade para as pessoas com deficiência, começar pelas questões estruturais calçadas, ruas, comércios, etc. Sabe-se que a rede escolar hoje conta com uma demanda significativa de alunos com deficiência visual ( cegueira e baixa visão) em que a AUDIODESCRIÇÃO, ira contribuir de forma significativa enquanto recurso comunicional, tendo como objetivo otimizar o processo de aprendizagem e favorecer as relações interpessoais no contexto escolar. Pausada nessa realidade por trata-se de um recurso técnico como potencial de inclusão o e que pode ser adaptado ás diferentes condições ambientais. Vemos que a audiodescrição vem sendo adotada especialmente nos contexto da cultural e lazer. Diversas peças teatrais e sessões de cinema vêm utilizadas esse recurso possibilitando a inclusão de pessoas com deficiência visual.
     E como a escola tem um papel fundamental na aprendizagem de pessoas com deficiência visual, à audiodescrição é um suporte pedagógico para as escolas e segundo a autora:

¨ Motta (2011) também defende o potencial do recurso para o ensino. Para ela, “o uso da audiodescrição na escola permite a equiparação de oportunidades, o acesso ao
Mundo das imagens e a eliminação de barreiras comunicacionais. ” Na escola, o próprio professor pode

Descrever o universo imagético presente em sala de aula como ilustrações nos livros didáticos e livros história, gráficos, mapas, vídeos, fotografias, experimentos científicos, desenhos, peças de teatro, passeios, feiras de ciências, visitas culturais,dentre outros, sem precisar de equipamentos para tal, mas ciente da importância de verbalizar aquilo que é visual, o que certamente irá contribuir para a aprendizagem de todos os alunos. (MOTTA, 2011)¨.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013




O Milagre de Anne Sullivan


Baseado na vida real de Helen Keller, o filme conta a comovente história de Anne Sullivan, uma persistente professora cuja maior luta foi a de ajudar uma menina cega e surda a adaptar-se ao mundo que a rodeava. O inevitável confronto com os pais de Helen, que sempre sentiram pena da filha, mimando-a, sem nunca lhe terem ensinado algo concreto, é abordado durante o filme.

http://www.youtube.com/watch?v=i1cBtca4wIY

http://www.youtube.com/watch?v=uoLe7AYL174


domingo, 20 de outubro de 2013

CAIXA TÁTIL EM BORRACHA EVA

DESCRIÇÃO DO MATERIAL: É composta por uma caia confeccionada em borracha E.V.A com 4 aberturas em formas geométricas para acesso às fichas que estão no seu interior. Acompanha 24 fichas em 3 texturas diferentes e em 4 formas geométricas.

1.Pareamento visual:
No contato inicial dos alunos com o material, o professor mostrará as fichas,solicitando que as manipulem livremente. Em seguida, com todos sentados em círculo, passará uma ficha por vez, para que observem e falem sobre a mesma. Por exemplo:" Eu tenho uma ficha grossa, macia, é gostoso segura-lá. Parece uma esponja de banho." Depois dessa exploração, deverão encontrar o par que estará com o professor.

2.Pareamento útil
A mesma atividade anterior, só que desta vez, ao realizar a busca pela peça igual, a criança deverá fazê-lo exclusivamente por meio do tato. O professo entregara uma peça para que a criança tateie, e depois apresentará outras peças, uma por vez, para que pelo tato o aluno encontre o par.

3. Passa-passa:
O professo colocará as fichas dentro da Caixa Tátil e ao fundo deixará uma música tocando. Todos os alunos, sentados em círculo, vão passando a caixa enquanto a música toca. De repente, o professor interrompe a música e o aluno que estiver com a caixa na mão deverá tirar uma ficha. Esta ficha será passada por todos os alunos, retornando a quem tirou. A música voltará a tocar e ao ser novamente interrompida, o aluno que estiver com a caixa nas mãos deverá retirar, apenas tateando, a peça igual a anteriormente retirada.

4.Individualmente:
Para explorar a percepção tátil, o professor trabalhará individualmente com os alunos. Sentando-se frente a frente com o aluno, o professor solicitará que retire uma peça, descreva-a e, em seguida, retire a peça igual. Repetir a atividade com todas as peças.
Esta atividade deverá ser realizada enquanto os outros alunos estão trabalhando individualmente ou em pequenos grupos com outra atividade.

5.Explorando os materiais:
Após a realização das atividades anteriores, o professor poderá solicitar aos alunos que procurem na sala algum objeto que possua a mesma textura (ou semelhante) às fichas da Caixa Tátil. Por exemplo: cada aluno na sua vez, deverá retirar uma peça e procurar algo equivalente na sala ( carpete,algodão, mesa, sapato, etc.)

6. Ache o seu par:
O professor formará um grupo com 16 alunos e subdividirá este em dois grupos iguais. Distribuirá as fichas entre os grupos. O grupo A pemanecerá sentado, cada aluno segurando sua ficha. O grupo B sairá da sala com suas fichas e retornará com os olhos vendado; cada aluno do grupo B tocará então nas fichas do grupo A, procurando encontrar seu par. Após encontrar o par, a dupla sentará junto até que todas se encontrem.

7.Descobrindo novas formas:
O professor poderá utilizar a Caixa Tátil para diversos materiais, sempre explorando a percepção tátil, mas introduzindo outros conceitos. Por exemplo: materiais com formas geométricas diferentes, letras, números, formas de objetos, etc. É importante explorar também o vocabulário, solicitando que o aluno relate com é a peça, que forma tem , qual a sua textura, etc.

domingo, 25 de agosto de 2013

Estudo de Caso - Deficiência Física


O presente aluno possui deficiência física, dificultando assim o seu aprendizado, pois tem os movimentos dos membros superiores e inferiores comprometidos.
Como se pode perceber através da imagem, a tecnologia é imprescindível ao desenvolvimento psicossocial do aluno, pois através dos recursos tecnológicos, ele pode ter uma maior interatividade e desenvolver habilidades que outrora era praticamento impossível.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Portfólio Individual
Pasta AEE
Nome da Cursista: Jane Cristina Nogueira Ribeiro
O atendimento educacional especializado (AEE) è uma modalidade oferecida pela educação inclusiva para uma educação de todos se igualam pelas suas diferenças, seja alunos normais ou especiais educação para todos.
O papel do professor que tem a função de complementar a formação do individuo através da disponibilização de serviços, recursos de acessibilidade á educação, sendo de suma importância seu trabalho dentro da escola. O professor do AEE busca atual de forma diversidade, ele não ensina aos alunos com deficiência os conteúdos escolares, mas sua função é de observar a realidade do aluno como um todo, identificar o problema e criar possibilidades adequadas á superação das barreiras que o impede de se desenvolver na escola e fora dela, articula parceiras com outros profissionais das áreas afins de que juntas possam elaborar um plano de ação, propor serviços e recursos de acessibilidade do conhecimento, ou seja, reorganizar o sistema educacional na perspectiva inclusiva, além de atuar de forma colaborativa com o professor da sala comum para que juntos possam definir estratégias que eliminem as barreiras para sua plena participação aprendizagem e sua introdução no contexto da sociedade. No trabalho do professor do AEE exerce um elemento essencial na construção do conhecimento do aluno que caracterizam as relações sociais e interpessoais que podem potencializar o desenvolvimento como sujeito social.
A proposta de formação do estudo de caso é de suma importância para o desenvolvimento do trabalho do professor do AEE, prepara o professor para percebe a singularidade de cada caso e atuar frente a eles, pois é visto como a palavra chave de abrir as portas para que aconteça a aprendizagem, já que a atuação do professor requer estudo e reflexões diante de cada caso um novo desafio, pois é através do caso que o professor conseguir ferramenta para ter acesso a vários dados importantes  das etapas de estudo de caso, apresentação do problema, esclarecimento do problema, identificação da natureza do problema, com isso facilita na elaboração do plano individual do atendimento, pois é através dele é possível traçar objetivos, metodologias e metas a serem alcançadas com o aluno. Estas e outros elementos possibilitam a construção coletiva e individual do conhecimento em torno das práticas de inclusão tão discutida por nós educador e mais importante, socializar estas práticas sendo com pano de fundo a aprendizagem colaborativa, o trabalho em equipe, contextualizado na realidade de cada individuo e da escola.
E papel do professor do AEE produzir e organizar situações que favoreçam o desenvolvimento do aluno e o plano de atendimento dá esse suporte tendo em vista as necessidades específicas de cada aluno na sala regular, esses trabalhos acontecem devido à contribuição de coleta de dados feita pelo plano do AEE focalizando as atitudes do aluno diante da aprendizagem, apoiando-se sobre diferentes aspectos: desenvolvimento cognitivo, linguagem, ambiente escolar, família, desenvolvimento afetivo-social e interações sociais, comportamento e atitudes do aluno em situação de aprendizagem, desenvolvimento psicomotor e saúde. Portanto só através do Plano do AEE podemos construir etapas que possibilite e enriqueça o plano de atendimento educacional especializado e os resultados esperados.


domingo, 9 de junho de 2013



Como acontece a Educação Inclusiva - Reportagem






Faculdade Juazeiro do Norte – FJN

Disciplina: Metodologia da Pesquisa Cientifica
Professor: Socorro Cavalache
Curso: Educação Especial
Aluna: Maria Adelma de Brito
           Jane Cristina Nogueira Ribeiro





A Inclusão de crianças com deficiência na educação infantil de Juazeiro do Norte
















Juazeiro do Norte - CE
  2010
Maria Adelma de Brito
Jane Cristina Nogueira Ribeiro








A Inclusão de crianças com deficiência na educação infantil de Juazeiro do Norte





                       
Projeto de pesquisa apresentado à professora Socorro Cavalache no curso de pós-graduação em educação especial da Faculdade de Juazeiro do Norte, como requisito acadêmico para obtenção parcial de nota.
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Juazeiro do Norte - Ce
2010
SUMÁRIO


1. Justificativa            ...................................................................................................................04
2. Delimitação do Problema..............................................................................................05
3. Formulação das hipóteses  ...........................................................................................05
4. Objetivos da Pesquisa...................................................................................................05
4.1.1 Objetivo Geral.........................................................................................................05    
4.2.2 Objetivos Específicos..............................................................................................05
5. Revisão de Literatura...................................................................................................06
6.  Metodologia................................................................................................................09          
6.1 Campos de Observação..............................................................................................09          
6.2 Amostra......................................................................................................................09          
6.3 Instrumentos Utilizados.............................................................................................09          
7. Cronograma.................................................................................................................10              
 8. Referências.................................................................................................................11                                                                                                                                                                                                                               

1. JUSTIFICATIVA

A inclusão de crianças com deficiência na educação infantil não exige apenas identificar as necessidades de conhecer a patologia e as limitações de cada uma. Ao lado dessas características é preciso preparar os pais e professores instigando possíveis caminhos para uma pedagogia inclusiva e comprometida com o desenvolvimento infantil.
De acordo com a LDB/96 artigo 58 a oferta de educação especial tem início na educação infantil e esta educação deve ocorre preferencialmente na rede regular de ensino. As pessoas portadoras de deficiência têm os mesmos direitos humanos que outras pessoas. No entanto, apesar de a educação inclusiva ser um a temática bastante discutida nas últimas décadas o nosso país ainda engatinha na efetivação desse processo.
Baseada nesse pressuposto encontramos a necessidade de efetivamente conhecermos as dificuldades encontradas, quer seja de ordem estrutural ou pedagógica, dando ênfase como se constrói o processo de inclusão e se ele realmente acontece. Queremos encontrar os subsídios necessários para definirmos na realidade se a educação infantil de Juazeiro mais exclui do que inclui. Escolhemos o infantil por tratar-se dos primeiros momentos do indivíduo com a sociedade. É lá que acontecem as primeiras relações de partilha e convivência. Assim sendo se começamos o processo de forma errada acarretaremos seqüelas incuráveis na formação educacional e pessoal desse aluno.
 Ainda na conjectura de que o professor é o grande responsável nesse processo de inclusão focamos nosso estudo em analisar as relações deste com os pais, alunos e meio em que se insere. E a partir de leituras e pesquisas este trabalho propõe a apresentação ao leitor um conhecimento mais profundo sobre as habilidades e limitações de um professor diante do processo inclusivo ora proposto. Este conhecimento é de extrema importância para familiares e professores que poderão estimular adequadamente a criança lhe proporcionando um grande desenvolvimento.

2. DELIMITAÇÃO DO PROBLEMA
Como acontece o processo de inclusão na Educação Infantil em Juazeiro do Norte


3. – FORMULAÇÃO DE HIPÓTESES
Com professores despreparados a educação inclusiva em Juazeiro mais exclui do que inclui o aluno com necessidades especiais.


4 - OBJETIVOS DA PESQUISA

4.1.1 - Objetivo Geral
Investigar a concepção de educação inclusiva de educadores que atuam nas instituições de educação infantil.

4.1.2 - Objetivos Específicos
Ø    Contribuir para a formação dos profissionais de educação, trazendo informações que ampliem seu saber pedagógico
Ø    Favorecer o desenvolvimento pessoal do aluno no sentido da conquista da autonomia possível e necessária.
Ø    Conhecer as principais características desta realidade buscando entender como é feito o processo de inclusão.

5. REVISÃO DA LITERATURA

A educação especial é uma modalidade de ensino, que visa promover o desenvolvimento global a alunos portadores de deficiências, que necessitam de atendimento especializado, respeitando as diferenças individuais, de modo a lhes assegurar o pleno exercício dos direitos básicos de cidadão e efetiva integração social.
A estimulação do portador de deficiências especiais na fase inicial da vida é extremamente importante para o desenvolvimento normal da criança, e minimiza as ocorrências déficits de linguagem na primeira infância, que poderão trazer sérias conseqüências futuras. Pois no período da primeira infância, o cérebro humano é altamente flexível.
     A educação especial é determinante no processo de estimulação inicial e cabe ao professor de crianças especiais trabalhar desenvolvendo nestas capacidades de praticarem atividades diárias, participar das atividades familiares, desenvolver seu direito de cidadania e até mesmo desenvolver uma atividade profissional. Para isso profissionais especializados e cuidados especiais devem ser tomados, a fim de facilitar e possibilitar um maior rendimento e desenvolvimento educacional.
Embora não haja dados precisos do número de crianças com deficiência na faixa etária de zero a seis anos no Brasil, estima-se que a população brasileira acometida de deficiência seja de 10% do total de habitantes e somente 1% delas recebe atendimento em instituições educacionais, (MEC/SEESP, 1994).
Como já referimos, no Brasil a legislação vigente e as pesquisas na área de educação estão avançando na direção da inclusão de alunos com deficiência no ensino regular. Mas ainda são poucas as investigações sobre a inserção dessas crianças em creches. O campo de investigação é, portanto, bastante novo, pois a tendência à inserção dessas crianças nas escolas e creches é recente. A principal referência encontrada foi em Regen (1998), que abordou a inclusão em creches. Trata-se de uma iniciativa de “inclusão ao inverso”, muito combatida, porque é a minoria (no caso as crianças com deficiência) que se inclui na maioria. Os demais estudos vieram de autores que desenvolveram suas pesquisas em redes de educação infantil municipal, abordando apenas a especificidade da deficiência em situações de ensino especial, sem nenhuma preocupação com a inclusão.
Embora haja um interesse crescente por estudos sobre inclusão escolar, verificamos que as pesquisas que se dedicam à inclusão de crianças com deficiência em educação infantil são inexistentes. Foram significativos para a compreensão histórica da educação da pessoa deficiente no Brasil os trabalhos de Mazzotta (1996), Sassaki (1997), Mantoan (1998) e Jannuzzi (1999). Mas, nenhum deles se aplica exclusivamente a creches e ao trabalho educativo, em instituições públicas e privadas de educação infantil.
Segundo Murilo M. Mendes na história da educação, teorias e práticas sociais de caráter segregativo sempre envolveram as pessoas com deficiência, as quais eram percebidas como “doentes” e “incapazes”. Essas teorias definiam também o tipo de atendimento educacional que seria organizado nas escolas, dificultando assim, a aceitação do diferente nos âmbitos educacional, familiar e social.
Conforme Mantoan (1998), Mazzotta (1996) e Sassaki (1997), a história da educação de pessoas com deficiência no Brasil, teve três grandes períodos. O primeiro enfatizou o atendimento clínico especializado, correspondendo ao período de 1854 a 1956, em que, inspirado por experiências norte-americanas e européias, o atendimento às pessoas com deficiências físicas, mentais e sensoriais iniciou-se em grandes instituições especializadas causando o afastamento do convívio da família e da sociedade. O segundo período vai de 1957 a 1993 e é definido por ações oficiais de âmbito nacional, com a criação das “Campanhas” destinadas ao atendimento de cada uma das deficiências. Surgem movimentos de pais de crianças com deficiência e criam-se as primeiras escolas especiais e, mais tarde, as classes especiais dentro das escolas regulares. A partir da década de 70, com a idéia de se aceitar nas escolas comuns crianças e adolescentes com deficiência, surge o movimento de integração escolar.Porém, exigia a adaptação desses alunos ao sistema escolar, excluindo totalmente aqueles que não conseguiam adaptar-se ou acompanhar os demais alunos no ensino regular.
Para Sassaki (1997) o movimento mais amplo pela integração social era fundamentado pelo princípio de “normalização”, que implicava no processo de normalizar serviços e ambientes, ou seja, “criar para as pessoas atendidas em instituições ou segregadas de algum modo, ambientes o mais parecidos possíveis com aqueles vivenciados pela população em geral” (p. 32)
O terceiro período da história da educação especial no Brasil começou na segunda metade da década de 80, aflorou nos anos 90 e caminha pelo século XXI, caracterizado pelos movimentos em favor da inclusão. Nestes últimos tempos as pessoas com deficiência, elas mesmas, começam a se organizar, participando de comissões, fóruns e coordenações, para assegurar os direitos conquistados, o reconhecimento e o respeito às suas necessidades básicas de convívio com as demais pessoas.
Mazzotta (1996), afirma: Reconhecer a importância da participação dos portadores de deficiência no planejamento e na execução dos serviços e recursos a eles destinados é sem dúvida um imperativo de uma sociedade que pretende ser democrática (p.65).
Se as pessoas com deficiência estão tendo “voz” no movimento em favor da inclusão e estão lutando pelos seus direitos, temos que garantir àquelas que ainda não podem se manifestar os mesmos direitos adquiridos. De fato, na infância são os pais das crianças com deficiência que optam pelo caminho educacional de seus filhos e os pais precisam não apenas acreditar nos benefícios trazidos pela inclusão, como também reconhecer que seus filhos têm direitos a ela.
Para Mantoan (1998) e Sassaki (1997), a inclusão propõe a modificação da sociedade como pré-requisito para que a pessoa com necessidades especiais avance no seu desenvolvimento e exerça a sua cidadania. O movimento em favor da inclusão rompe com o paradigma tradicional da educação escolar, buscando condições de aperfeiçoar o atendimento aos alunos em geral nas escolas e demais espaços educacionais. Como é conhecimento de todos em Juazeiro a matrícula de crianças com necessidades especiais ainda é insignificante. O grande desafio é preparar professores e a família no sentido de Possibilitar às crianças oportunidades de vivenciar o cotidiano escolar, construir e trocar saberes e valores. Em resumo nos ambientes escolares inclusivos todos ganham no encontro com as diferenças.
[...] cada um de nós é uma pessoa única, isto é, todos somos diferentes, diversos em nosso próprio meio, seja este qual for. Provavelmente, o que marca, em ultima instância, a idiossincrasia da diferença é o modo como as pessoas estabelecem relações com seu contexto próximo, vivido de uma maneira global. Portanto assumir a diversidade supõe reconhecer o direito à diferença como um enriquecimento educativo e social (Imbernón,2000,p.82.)
Com base no quadro situacional acima descrito e buscando a melhor maneira de atingir o objetivo de garantir às crianças com deficiência de mais tenra idade o espaço educativo mais favorável possível ao seu desenvolvimento, é que propomos este estudo, situando-o no quadro atual da educação infantil.

6. METODOLOGIA

6.1 - CAMPO DE OBSERVAÇÃO
A pesquisa será realizada nos CEI´s e EMEI´s de Juazeiro do Norte junto a professores e crianças  de 3 a 5 anos com necessidades especiais.

6.2 - AMOSTRA
Terá um público alvo professores e crianças com necessidades especiais pertencentes à rede pública municipal da cidade de Juazeiro do Norte.

6.3 - INSTRUMENTOS UTILIZADOS
Os dados serão coletados por meio de sondagem e pesquisa de campo, junto aos professores das Unidades de Ensino Infantil de Juazeiro do Norte, a fim de procurar investigar o número de crianças com deficiências assistida pelo município e qual o trabalho desenvolvido pelos profissionais envolvidos.
7. CRONOGRAMA















DESCRIÇÃO DAS ETAPAS
ANO 2010












                                                          meses
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
Revisão bibliográfica
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Coleta de dados


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Coleta de amostras


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Análise das amostras


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Entrevistas






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Sistematização das entrevistas




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Análise dos dados e elaboração da síntese








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Primeira redação e correção










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Entrega do relatório final











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8. REFERÊNCIAS

1.     LOPES, R.P.V.; MARQUEZAN R. O envolvimento da família no processo de integração/inclusão do aluno com necessidades especiais. Cadernos de Educação Especial, 2000; 1; 15.
2.     LOPES, R.P.V.; MARQUEZAN R. O envolvimento da família no processo de integração/inclusão do aluno com necessidades especiais. Cadernos de Educação Especial, 2000; 1; 15.
3.     BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, 23 de dezembro de 1996.
4.     MAZZOTA, M.J.S. Inclusão e Integração ou chaves da vida humana. In: III Congresso Ibero-Americano de Educação Especial. Anais. Foz do Iguaçu, 1998.
5.     MANTOAN, M.T.E. A integração de pessoas com deficiência: contribuições para a reflexão sobre o tema. São Paulo, Senac, 1997.
6.     ROSS, P.R.. Necessidades Educacionais Especiais num Projeto de educação Inclusiva. In: III Congresso Ibero-Americano de Educação Especial. Anais. Foz do Iguaçu, 1998.
7.     BAUMEL, R.C.R.C. Integrar Incluir: desafio para a escola atual. FEUSP, São Paulo, 1998.
8.     JANNUZZI, Gilberta. A luta pela educação do deficiente mental no Brasil. São Paulo: Cortez, 1985.
9.     MENDES, E.G. Colaboração entre ensino regular e especial: o caminho do desenvolvimento pessoal para inclusão escolar:Marília SP. ABPEE, 2006, v.1, p. 29-41.
10.  MANTOAN, Maria Tereza Eglêr. Inclusão escolar o que é? Por quê? Como fazer?. São Paulo:editora Moderna, 2003.