domingo, 9 de junho de 2013
Disciplina: Metodologia da
Pesquisa Cientifica
Professor: Socorro Cavalache
Curso: Educação Especial
Aluna: Maria Adelma de Brito
Jane Cristina Nogueira Ribeiro
A Inclusão de crianças com
deficiência na educação infantil de Juazeiro do Norte
Juazeiro
do Norte - CE
2010
Maria
Adelma de Brito
Jane
Cristina Nogueira Ribeiro
A Inclusão de crianças com
deficiência na educação infantil de Juazeiro do Norte
Projeto de pesquisa
apresentado à professora Socorro Cavalache no curso de pós-graduação em
educação especial da Faculdade de Juazeiro do Norte, como requisito acadêmico
para obtenção parcial de nota.
.
Juazeiro
do Norte - Ce
2010
1. Justificativa ...................................................................................................................04
2. Delimitação do Problema..............................................................................................05
3. Formulação das hipóteses ...........................................................................................05
4. Objetivos da Pesquisa...................................................................................................05
4.1.1 Objetivo Geral.........................................................................................................05
4.2.2 Objetivos
Específicos..............................................................................................05
5. Revisão de Literatura...................................................................................................06
6. Metodologia................................................................................................................09
6.1 Campos de
Observação..............................................................................................09
6.2 Amostra......................................................................................................................09
6.3 Instrumentos
Utilizados.............................................................................................09
7.
Cronograma.................................................................................................................10
8. Referências.................................................................................................................11
1. JUSTIFICATIVA
A inclusão de crianças com deficiência na educação infantil não exige
apenas identificar as necessidades de conhecer a patologia e as limitações de
cada uma. Ao lado dessas características é preciso preparar os pais e
professores instigando possíveis caminhos para uma pedagogia inclusiva e
comprometida com o desenvolvimento infantil.
De acordo com a LDB/96 artigo 58 a oferta de educação especial tem início na
educação infantil e esta educação deve ocorre preferencialmente na rede regular
de ensino. As pessoas portadoras de deficiência têm os mesmos direitos humanos
que outras pessoas. No entanto, apesar de a educação inclusiva ser um a
temática bastante discutida nas últimas décadas o nosso país ainda engatinha na
efetivação desse processo.
Baseada nesse pressuposto encontramos a necessidade de efetivamente
conhecermos as dificuldades encontradas, quer seja de ordem estrutural ou
pedagógica, dando ênfase como se constrói o processo de inclusão e se ele
realmente acontece. Queremos encontrar os subsídios necessários para definirmos
na realidade se a educação infantil de Juazeiro mais exclui do que inclui.
Escolhemos o infantil por tratar-se dos primeiros momentos do indivíduo com a
sociedade. É lá que acontecem as primeiras relações de partilha e convivência.
Assim sendo se começamos o processo de forma errada acarretaremos seqüelas
incuráveis na formação educacional e pessoal desse aluno.
Ainda na conjectura de que o
professor é o grande responsável nesse processo de inclusão focamos nosso
estudo em analisar as relações deste com os pais, alunos e meio em que se
insere. E a partir de leituras e pesquisas este trabalho propõe a
apresentação ao leitor um conhecimento mais profundo sobre as habilidades e
limitações de um professor diante do processo inclusivo ora proposto. Este
conhecimento é de extrema importância para familiares e professores que poderão
estimular adequadamente a criança lhe proporcionando um grande desenvolvimento.
2.
DELIMITAÇÃO DO PROBLEMA
Como acontece o processo de inclusão na
Educação Infantil em Juazeiro do Norte
3. – FORMULAÇÃO DE HIPÓTESES
Com professores despreparados a educação inclusiva em
Juazeiro mais exclui do que inclui o aluno com necessidades especiais.
4 - OBJETIVOS DA PESQUISA
4.1.1 - Objetivo Geral
Investigar a concepção de educação inclusiva de educadores que atuam nas
instituições de educação infantil.
4.1.2 - Objetivos Específicos
Ø Contribuir para a formação dos profissionais
de educação, trazendo informações que ampliem seu saber pedagógico
Ø Favorecer o desenvolvimento pessoal do aluno
no sentido da conquista da autonomia possível e necessária.
Ø Conhecer as principais características desta
realidade buscando entender como é feito o processo de inclusão.
5. REVISÃO DA
LITERATURA
A educação especial é uma modalidade de ensino, que visa promover o
desenvolvimento global a alunos portadores de deficiências, que necessitam de
atendimento especializado, respeitando as diferenças individuais, de modo a
lhes assegurar o pleno exercício dos direitos básicos de cidadão e efetiva
integração social.
A estimulação do portador de deficiências especiais na fase inicial da
vida é extremamente importante para o desenvolvimento normal da criança, e
minimiza as ocorrências déficits de linguagem na primeira infância, que poderão
trazer sérias conseqüências futuras. Pois no período da primeira infância, o cérebro
humano é altamente flexível.
A educação especial é determinante no processo de estimulação inicial e cabe ao professor de crianças especiais trabalhar desenvolvendo nestas capacidades de praticarem atividades diárias, participar das atividades familiares, desenvolver seu direito de cidadania e até mesmo desenvolver uma atividade profissional. Para isso profissionais especializados e cuidados especiais devem ser tomados, a fim de facilitar e possibilitar um maior rendimento e desenvolvimento educacional.
A educação especial é determinante no processo de estimulação inicial e cabe ao professor de crianças especiais trabalhar desenvolvendo nestas capacidades de praticarem atividades diárias, participar das atividades familiares, desenvolver seu direito de cidadania e até mesmo desenvolver uma atividade profissional. Para isso profissionais especializados e cuidados especiais devem ser tomados, a fim de facilitar e possibilitar um maior rendimento e desenvolvimento educacional.
Embora não
haja dados precisos do número de crianças com deficiência na faixa etária de
zero a seis anos no Brasil, estima-se que a população brasileira acometida de
deficiência seja de 10% do total de habitantes e somente 1% delas recebe
atendimento em instituições educacionais, (MEC/SEESP, 1994).
Como já
referimos, no Brasil a legislação vigente e as pesquisas na área de educação
estão avançando na direção da inclusão de alunos com deficiência no ensino
regular. Mas ainda são poucas as investigações sobre a inserção dessas crianças
em creches. O
campo de investigação é, portanto, bastante novo, pois a tendência à inserção
dessas crianças nas escolas e creches é recente. A principal referência
encontrada foi em Regen (1998), que abordou a inclusão em creches. Trata-se
de uma iniciativa de “inclusão ao inverso”, muito combatida, porque é a minoria
(no caso as crianças com deficiência) que se inclui na maioria. Os demais
estudos vieram de autores que desenvolveram suas pesquisas em redes de educação
infantil municipal, abordando apenas a especificidade da deficiência em
situações de ensino especial, sem nenhuma preocupação com a inclusão.
Embora
haja um interesse crescente por estudos sobre inclusão escolar, verificamos que
as pesquisas que se dedicam à inclusão de crianças com deficiência em educação
infantil são inexistentes. Foram significativos para a compreensão histórica da
educação da pessoa deficiente no Brasil os trabalhos de Mazzotta (1996),
Sassaki (1997), Mantoan (1998) e Jannuzzi (1999). Mas, nenhum deles se aplica
exclusivamente a creches e ao trabalho educativo, em instituições públicas e
privadas de educação infantil.
Segundo
Murilo M. Mendes na história da educação, teorias e práticas sociais de caráter
segregativo sempre envolveram as pessoas com deficiência, as quais eram
percebidas como “doentes” e “incapazes”. Essas teorias definiam também o tipo
de atendimento educacional que seria organizado nas escolas, dificultando
assim, a aceitação do diferente nos âmbitos educacional, familiar e social.
Conforme Mantoan
(1998), Mazzotta (1996) e Sassaki (1997), a história da educação de pessoas com
deficiência no Brasil, teve três grandes períodos. O primeiro enfatizou o
atendimento clínico especializado, correspondendo ao período de 1854 a 1956, em que,
inspirado por experiências norte-americanas e européias, o atendimento às
pessoas com deficiências físicas, mentais e sensoriais iniciou-se em grandes
instituições especializadas causando o afastamento do convívio da família e da
sociedade. O segundo período vai de 1957 a 1993 e é definido por ações oficiais de
âmbito nacional, com a criação das “Campanhas” destinadas ao atendimento
de cada uma das deficiências. Surgem movimentos de pais de crianças com
deficiência e criam-se as primeiras escolas especiais e, mais tarde, as classes
especiais dentro das escolas regulares. A partir da década de 70, com a idéia
de se aceitar nas escolas comuns crianças e adolescentes com deficiência, surge
o movimento de integração escolar.Porém, exigia a adaptação desses alunos ao
sistema escolar, excluindo totalmente aqueles que não conseguiam adaptar-se ou
acompanhar os demais alunos no ensino regular.
Para Sassaki (1997) o movimento mais amplo pela integração
social era fundamentado pelo princípio de “normalização”, que implicava no
processo de normalizar serviços e ambientes, ou seja, “criar para as pessoas
atendidas em instituições ou segregadas de algum modo, ambientes o mais
parecidos possíveis com aqueles vivenciados pela população em geral” (p. 32)
O terceiro
período da história da educação especial no Brasil começou na segunda metade da
década de 80, aflorou nos anos 90 e caminha pelo século XXI, caracterizado
pelos movimentos em favor da inclusão. Nestes últimos tempos as pessoas com
deficiência, elas mesmas, começam a se organizar, participando de comissões,
fóruns e coordenações, para assegurar os direitos conquistados, o
reconhecimento e o respeito às suas necessidades básicas de convívio com as
demais pessoas.
Mazzotta (1996), afirma: Reconhecer a importância da
participação dos portadores de deficiência no planejamento e na execução dos
serviços e recursos a eles destinados é sem dúvida um imperativo de uma
sociedade que pretende ser democrática (p.65).
Se as
pessoas com deficiência estão tendo “voz” no movimento em favor da inclusão e
estão lutando pelos seus direitos, temos que garantir àquelas que ainda não
podem se manifestar os mesmos direitos adquiridos. De fato, na infância são os
pais das crianças com deficiência que optam pelo caminho educacional de seus
filhos e os pais precisam não apenas acreditar nos benefícios trazidos pela
inclusão, como também reconhecer que seus filhos têm direitos a ela.
Para
Mantoan (1998) e Sassaki (1997), a inclusão propõe a modificação da sociedade
como pré-requisito para que a pessoa com necessidades especiais avance no seu
desenvolvimento e exerça a sua cidadania. O movimento em favor da inclusão
rompe com o paradigma tradicional da educação escolar, buscando condições de
aperfeiçoar o atendimento aos alunos em geral nas escolas e demais espaços
educacionais. Como é conhecimento de todos em Juazeiro a matrícula de crianças
com necessidades especiais ainda é insignificante. O grande desafio é preparar
professores e a família no sentido de Possibilitar às crianças oportunidades de
vivenciar o cotidiano escolar, construir e trocar saberes e valores. Em resumo
nos ambientes escolares inclusivos todos ganham no encontro com as diferenças.
[...]
cada um de nós é uma pessoa única, isto é, todos somos diferentes, diversos em
nosso próprio meio, seja este qual for. Provavelmente, o que marca, em ultima
instância, a idiossincrasia da diferença é o modo como as pessoas estabelecem
relações com seu contexto próximo, vivido de uma maneira global. Portanto
assumir a diversidade supõe reconhecer o direito à diferença como um
enriquecimento educativo e social (Imbernón,2000,p.82.)
Com base
no quadro situacional acima descrito e buscando a melhor maneira de atingir o
objetivo de garantir às crianças com deficiência de mais tenra idade o espaço
educativo mais favorável possível ao seu desenvolvimento, é que propomos este
estudo, situando-o no quadro atual da educação infantil.
6. METODOLOGIA
6.1 - CAMPO DE OBSERVAÇÃO
A pesquisa será realizada nos CEI´s e EMEI´s de Juazeiro do Norte junto a
professores e crianças de 3 a 5 anos com necessidades
especiais.
6.2 - AMOSTRA
Terá um público alvo professores e crianças com necessidades especiais
pertencentes à rede pública municipal da cidade de Juazeiro do Norte.
6.3 - INSTRUMENTOS UTILIZADOS
Os dados serão coletados por meio de sondagem e pesquisa de
campo, junto aos professores das Unidades de Ensino Infantil de Juazeiro do
Norte, a fim de procurar investigar o número de crianças com deficiências
assistida pelo município e qual o trabalho desenvolvido pelos profissionais
envolvidos.
7. CRONOGRAMA
DESCRIÇÃO DAS
ETAPAS
ANO 2010
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meses
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Revisão bibliográfica
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Coleta de dados
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Coleta de amostras
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Análise das amostras
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Entrevistas
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Sistematização das entrevistas
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Análise dos dados e elaboração da síntese
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Primeira redação e correção
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Entrega do relatório final
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8. REFERÊNCIAS
1. LOPES,
R.P.V.; MARQUEZAN R. O envolvimento da família no processo de
integração/inclusão do aluno com necessidades especiais. Cadernos de
Educação Especial, 2000; 1; 15.
2. LOPES,
R.P.V.; MARQUEZAN R. O envolvimento da família no processo de
integração/inclusão do aluno com necessidades especiais. Cadernos de
Educação Especial, 2000; 1; 15.
3. BRASIL. Lei
de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996.
Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União,
23 de dezembro de 1996.
4. MAZZOTA,
M.J.S. Inclusão e Integração ou chaves da vida humana. In: III Congresso
Ibero-Americano de Educação Especial. Anais. Foz do Iguaçu, 1998.
5. MANTOAN,
M.T.E. A integração de pessoas com deficiência: contribuições para a
reflexão sobre o tema. São Paulo, Senac, 1997.
6. ROSS,
P.R.. Necessidades Educacionais Especiais num Projeto de educação Inclusiva.
In: III Congresso Ibero-Americano de Educação Especial. Anais. Foz do Iguaçu,
1998.
7. BAUMEL,
R.C.R.C. Integrar Incluir: desafio para a escola atual. FEUSP, São
Paulo, 1998.
8. JANNUZZI,
Gilberta. A luta pela educação do deficiente mental no Brasil. São Paulo:
Cortez, 1985.
9. MENDES,
E.G. Colaboração entre ensino regular e especial: o caminho do desenvolvimento
pessoal para inclusão escolar:Marília SP. ABPEE, 2006, v.1, p. 29-41.
10. MANTOAN,
Maria Tereza Eglêr. Inclusão escolar o que é? Por quê? Como fazer?. São
Paulo:editora Moderna, 2003.
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