segunda-feira, 17 de março de 2014

Educação da Pessoas com Surdez

EDUCAÇÃO ESCOLAR DE PESSOAS COM SURDEZ

Ao longo da história da educação do surdo houve muitos entraves, as concepções desenvolvimento sobre á pessoa com surdez se fundamentaram em três abordagens diferentes: a oralista, comunicação total e a abordagens por meios bilingüismos.
As pessoas com surdez enfrentam inúmeras questões, a inclusão de alunos surdos nas escolas ainda é um grande desafio, as escolas pautadas no oralismo visam capacitação da pessoa com surdez para utilização da língua da comunicação de ouvintes na modalidade oral, como únicas possibilidades lingüísticas o uso da voz e da leitura labial.
A comunicação total considerou a pessoa com surdez de forma natural, aceitando suas características e utilizado qualquer recurso possível para comunicação, buscando potencializar as interações sociais. A linguagem gestual visual, os textos orais, os textos escritos e as interações sociais pareciam não possibilitar um desenvolvimento satisfatório e esses alunos continuavam segregadas. Os dois enfoques oralista e comunicação total deflagram um processo que não favorece o desenvolvimento da pessoa com surdez.
A proposta bilíngüe traz grande contribuição para o desenvolvimento da pessoa com surdez, reconhecendo a língua de sinais como primeira língua e mediadora da segunda língua portuguesa. O bilingüismo favorece o desenvolvimento cognitivo e a ampliação do vocabulário do sujeito com surdez.
Segunda Demázio (2010 p.48) ¨Aquisição da língua de sinais... Não é a garantia de uma aprendizagem significativa... Neste sentido a construção de um caminho pedagógico para pessoas com surdez, numa perspectiva inclusiva, as práticas pedagógicas devem ser definidas e cognitivas, sócio-afetivo, lingüísticos, políticos, culturais e na aprendizagem.
As Políticas Nacionais de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva vem com a proposta de mudanças no ambiente escolar e nas práticas pedagógicas, já que na abordagem bilíngüe busca união das duas línguas: Libras e a Língua Portuguesa no âmbito escolar. Neste contexto inclusivo da educação com pessoa com surdez o bilingüismo que se propõe é que o aluno se expresse em outra ou em outra língua para atuar e interagir em um mundo social.


Pensando e construindo uma prática pedagógica o Atendimento Educacional Especializado para pessoas com surdez, foca na construção e reconstrução da perspectiva inclusiva, utilizado uma ambiente de aprendizagem que potencialize condições para que os alunos com surdez levem a aprende nos três momentos didático-pedagógicos: Atendimento Educacional Especializado em Libra, de Libras, de Língua Portuguesa.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Resumo

    Historicamente as concepções desenvolvidas sobre a educação de pessoas com surdez se fundamentaram em três abordagens diferentes: a oralista, a comunicação total e a abordagem por meio do bilingüismo. As propostas educacionais centraram-se, ora inserção desses alunos na classe comum.

          ¨ No Brasil, a educação das pessoas com surdez teve início em 1857, ao ser fundada a primeira escola especial no Rio de Janeiro por um professor surdo francês, Ernest Huet, com o apoio de D. Pedro II, e que hoje tem o nome de Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), que utilizava a língua de sinais. Segundo Goldfield (1997), o INES em 1911, seguindo a tendência mundial, passou a assumir a abordagem oralista, apesar da forte resistência dos alunos que continuavam a utilizar de forma proibida a língua de sinais nos corredores e pátios da escola. A Comunicação Total chega ao Brasil no fim da década de setenta e, na década seguinte começa o Bilingüismo, que surge com as pesquisas da Professora lingüista Lucinda Ferreira Brito, sobre a Língua Brasileira de Sinais. (abordagens de ensino da educação da pessoa com surdez. Rosimar Bortolini Poker.)

       As pessoas com surdez enfrentam inúmeros entraves para participar da educação escolar devido a perca da audição e a forma como se estruturam as propostas educacionais das escolas. Pensar e construir uma prática pedagógica que assuma a abordagem bilíngüe e se volte para o desenvolvimento das pessoas com surdez na escola é fazer com a escola esteja prepara para compreender cada individuo em suas potencialidade,singularidade e diferenças e em seus contextos de vida. A educação de pessoa com surdez é desafiador, pois discutir: implicar em olhamos para inclusão escolar, já que a escola pública é um direito de todos, portanto para construir um ambiente educacional realmente atento ás diferenças, nessa perspectiva, uma inclusão só acontece se forem consideradas as peculiaridades culturais na formatação do currículo escolar. Dentro desse processo educacional encontram-se pessoas surdas, que desenvolvem ao longo da suas vidas estratégias visuais-gestuais de apreensão e de expressão do mundo. È necessário reavaliar ás práticas pedagógicas tem assimilado os princípios de ensino e aprendizagem a peculidade da pessoa com surdez? Ao optar-se em oferecer uma educação bilíngüe, a escola está sendo responsável para uma política lingüística em que duas língua passarão a co-existir no contexto escolar  Inúmeros entraves têm se formado em torno da educação para pessoas com surdez, no entanto careca rompemos com a visão que reduz os problemas das pessoas com surdez através das técnicas, mas ampliá-la para direção sócio políticas para haver a inclusão de fato e direito. Configura-se, no caso do Brasil, como uma proposta recente defendida por lingüistas voltados para o estudo da Língua de Sinais. Ainda não foi feita uma avaliação crítica, pois, de maneira geral, não foi efetivamente implantada. Parte do princípio que o surdo deve adquirir como sua primeira língua, a língua de sinais com a comunidade surda. Isto facilitaria o desenvolvimento de conceitos e sua relação com o mundo. Aponta o uso autônomo e não simultâneo da Língua de Sinais que deve ser oferecida à criança surda o mais precocemente possível. A língua portuguesa é ensinada como segunda língua, na modalidade escrita e, quando possível, na modalidade oral. Contrapõe-se às propostas da Comunicação Total uma vez que não privilegia a estrutura da língua oral sobre a Língua de Sinais.


            
                  De acordo com Brito (1993) no bilingüismo a língua de sinais é considerada uma importante via para o desenvolvimento do surdo, em todas as esferas de conhecimento, e, como tal, “propicia não apenas a comunicação surdo – surdo, além de desempenhar a importante função de suporte do pensamento e de estimulador do desenvolvimento cognitivo e social”. Para os bilinguistas os surdos formam uma comunidade, com cultura e língua próprias, tendo assim, uma forma peculiar de pensar e agir que devem ser respeitadas. Existem duas vertentes dentro da filosofia Bilíngüe. Uma defende que a criança com surdez deve adquirir a língua de sinais e a modalidade oral da língua, o mais precocemente possível, separadamente. Posteriormente, a criança deverá ser alfabetizada na língua oficial de seu país. Outra vertente acredita que se deve oferecer num primeiro momento apenas a língua de sinais e, num segundo momento, só a modalidade escrita da língua. A língua oral neste caso fica descartada. Segundo Quadros (1997), o bilingüismo é uma proposta de ensino usada por escolas que se propõem a tornar acessível à criança duas línguas no contexto escolar. Os estudos têm apontado para essa proposta como sendo a mais adequada para o ensino das crianças surdas, tendo em vista que considera a língua de sinais como língua natural e parte desse pressuposto para o ensino da língua escrita. A preocupação do bilingüismo é respeitar a autonomia das línguas de sinais.