sexta-feira, 29 de novembro de 2013



A charge de Ricardo Ferraz mostra um aluno cego caminhando pela escola com colega, que diz: Quero que você conheça a escola! A sua direita, fica a quadra de esportes e a sua esquerda, a sala de vídeos. Dentro de outro balãozinho a resposta do aluno cego: Com audiodescrição entendo melhor os filmes e posso conhecer mais os lugares!  
Escola acessível é possível
Lívia Motta
O sinal toca, é hora de entrar…
A aula já vai começar.
Vozes de menino e menina,
De gente animada e exaltada
Que está ali e acolá.
Um cheirinho de café paira no ar.
Já me contaram que a escola tem menina de trança
E aluno que gosta de dança.
Tem banco no pátio e árvore prá todo lado.
Vou aprender a chegar até a biblioteca,
Laboratório, quadra e cantina.
Será que vai ter filme com a tal da audiodescrição?
Quem conhece não fica mais sem.
A escola pode muito mais acessível ficar
Se meus colegas e professores puderem me contar
O que seus olhos vêem
E os meus não podem enxergar.
Vou poder com eles de tudo participar,
Não vai faltar assunto e notícia para contar.
E não há como não se empolgar
Com o aprender e ensinar.
Muitas janelas abertas e vontade de espiar.
Conhecer e o mundo conquistar.
Escola acessível é possível,
É só começar.
 IN: Guia de Orientação para Aplicação Pedagógica da Audiodescrição no Contexto Escolar. MOTTA, L.M.V.M. 









¨A audiodescrição é o recurso que permite a inclusão de pessoas com deficiência visual em cinema, teatro e programas de televisão. No Brasil, segundo dados do IBGE, existem aproximadamente 16,5 milhões de pessoas com deficiência visual total e parcial, que se encontram excluídas da experiência audiovisual e cênica. A acessibilidade nos meios de comunicação é um tema que está em pauta no mundo todo. Os esforços neste sentido visam não apenas proporcionar o acesso a produtos culturais a uma parcela da população que se encontra excluída, como também estabelecer um novo patamar de igualdade baseado na valorização da diversidade. ¨
“Dizem que uma imagem vale mais do que 1000 palavras, pois bem, a audiodescrição é muito mais que as tais 1000 palavras.”
Marco Antonio de Queiroz, cego, autor do site Bengalalegal, em entrevista sobre sua participação como jurado do Festival de Cinema Assim Vivemos 2007.



      Hoje na sociedade se grita pela inclusão com respeito e dignidade, ouvir de uma pessoa com deficiência visual que não queria esmola, mas trabalho, pois o trabalho dignifica o homem. Apesar de sabemos que no Brasil, nas cidades, escolas encontra-se muito longe de acessibilidade para as pessoas com deficiência, começar pelas questões estruturais calçadas, ruas, comércios, etc. Sabe-se que a rede escolar hoje conta com uma demanda significativa de alunos com deficiência visual ( cegueira e baixa visão) em que a AUDIODESCRIÇÃO, ira contribuir de forma significativa enquanto recurso comunicional, tendo como objetivo otimizar o processo de aprendizagem e favorecer as relações interpessoais no contexto escolar. Pausada nessa realidade por trata-se de um recurso técnico como potencial de inclusão o e que pode ser adaptado ás diferentes condições ambientais. Vemos que a audiodescrição vem sendo adotada especialmente nos contexto da cultural e lazer. Diversas peças teatrais e sessões de cinema vêm utilizadas esse recurso possibilitando a inclusão de pessoas com deficiência visual.
     E como a escola tem um papel fundamental na aprendizagem de pessoas com deficiência visual, à audiodescrição é um suporte pedagógico para as escolas e segundo a autora:

¨ Motta (2011) também defende o potencial do recurso para o ensino. Para ela, “o uso da audiodescrição na escola permite a equiparação de oportunidades, o acesso ao
Mundo das imagens e a eliminação de barreiras comunicacionais. ” Na escola, o próprio professor pode

Descrever o universo imagético presente em sala de aula como ilustrações nos livros didáticos e livros história, gráficos, mapas, vídeos, fotografias, experimentos científicos, desenhos, peças de teatro, passeios, feiras de ciências, visitas culturais,dentre outros, sem precisar de equipamentos para tal, mas ciente da importância de verbalizar aquilo que é visual, o que certamente irá contribuir para a aprendizagem de todos os alunos. (MOTTA, 2011)¨.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013




O Milagre de Anne Sullivan


Baseado na vida real de Helen Keller, o filme conta a comovente história de Anne Sullivan, uma persistente professora cuja maior luta foi a de ajudar uma menina cega e surda a adaptar-se ao mundo que a rodeava. O inevitável confronto com os pais de Helen, que sempre sentiram pena da filha, mimando-a, sem nunca lhe terem ensinado algo concreto, é abordado durante o filme.

http://www.youtube.com/watch?v=i1cBtca4wIY

http://www.youtube.com/watch?v=uoLe7AYL174