Historicamente as concepções
desenvolvidas sobre a educação de pessoas com surdez se fundamentaram em três
abordagens diferentes: a oralista, a comunicação total e a abordagem por meio
do bilingüismo. As propostas educacionais centraram-se, ora inserção desses
alunos na classe comum.
¨ No Brasil, a educação das pessoas com
surdez teve início em 1857, ao ser fundada a primeira escola especial no Rio de
Janeiro por um professor surdo francês, Ernest Huet, com o apoio de D. Pedro
II, e que hoje tem o nome de Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), que
utilizava a língua de sinais. Segundo Goldfield (1997), o INES em 1911,
seguindo a tendência mundial, passou a assumir a abordagem oralista, apesar da
forte resistência dos alunos que continuavam a utilizar de forma proibida a
língua de sinais nos corredores e pátios da escola. A Comunicação Total chega
ao Brasil no fim da década de setenta e, na década seguinte começa o Bilingüismo,
que surge com as pesquisas da Professora lingüista Lucinda Ferreira Brito,
sobre a Língua Brasileira de Sinais. (abordagens de ensino da educação da
pessoa com surdez. Rosimar Bortolini Poker.)
As pessoas com surdez enfrentam
inúmeros entraves para participar da educação escolar devido a perca da audição
e a forma como se estruturam as propostas educacionais das escolas. Pensar e
construir uma prática pedagógica que assuma a abordagem bilíngüe e se volte
para o desenvolvimento das pessoas com surdez na escola é fazer com a escola
esteja prepara para compreender cada individuo em suas
potencialidade,singularidade e diferenças e em seus contextos de vida. A educação de pessoa com surdez é desafiador,
pois discutir: implicar em olhamos para inclusão escolar, já que a escola
pública é um direito de todos, portanto para construir um ambiente educacional
realmente atento ás diferenças, nessa perspectiva, uma inclusão só acontece se
forem consideradas as peculiaridades culturais na formatação do currículo
escolar. Dentro desse processo educacional encontram-se pessoas surdas, que
desenvolvem ao longo da suas vidas estratégias visuais-gestuais de apreensão e
de expressão do mundo. È necessário reavaliar ás práticas pedagógicas tem
assimilado os princípios de ensino e aprendizagem a peculidade da pessoa com
surdez? Ao optar-se em oferecer uma educação bilíngüe, a escola está sendo
responsável para uma política lingüística em que duas língua passarão a
co-existir no contexto escolar Inúmeros
entraves têm se formado em torno da educação para pessoas com surdez, no
entanto careca rompemos com a visão que reduz os problemas das pessoas com
surdez através das técnicas, mas ampliá-la para direção sócio políticas para
haver a inclusão de fato e direito. Configura-se, no caso do Brasil, como uma proposta recente defendida por
lingüistas voltados para o estudo da Língua de Sinais. Ainda não foi feita uma
avaliação crítica, pois, de maneira geral, não foi efetivamente implantada.
Parte do princípio que o surdo deve adquirir como sua primeira língua, a língua
de sinais com a comunidade surda. Isto facilitaria o desenvolvimento de
conceitos e sua relação com o mundo. Aponta o uso autônomo e não simultâneo da
Língua de Sinais que deve ser oferecida à criança surda o mais precocemente
possível. A língua portuguesa é ensinada como segunda língua, na modalidade
escrita e, quando possível, na modalidade oral. Contrapõe-se às propostas da
Comunicação Total uma vez que não privilegia a estrutura da língua oral sobre a
Língua de Sinais.
De acordo com Brito (1993) no bilingüismo
a língua de sinais é considerada uma importante via para o desenvolvimento do
surdo, em todas as esferas de conhecimento, e, como tal, “propicia não apenas a
comunicação surdo – surdo, além de desempenhar a importante função de suporte
do pensamento e de estimulador do desenvolvimento cognitivo e social”. Para os
bilinguistas os surdos formam uma comunidade, com cultura e língua próprias,
tendo assim, uma forma peculiar de pensar e agir que devem ser respeitadas. Existem
duas vertentes dentro da filosofia Bilíngüe. Uma defende que a criança com
surdez deve adquirir a língua de sinais e a modalidade oral da língua, o mais
precocemente possível, separadamente. Posteriormente, a criança deverá ser
alfabetizada na língua oficial de seu país. Outra vertente acredita que se deve
oferecer num primeiro momento apenas a língua de sinais e, num segundo momento,
só a modalidade escrita da língua. A língua oral neste caso fica descartada. Segundo
Quadros (1997), o bilingüismo é uma proposta de ensino usada por escolas que se
propõem a tornar acessível à criança duas línguas no contexto escolar. Os estudos
têm apontado para essa proposta como sendo a mais adequada para o ensino das
crianças surdas, tendo em vista que considera a língua de sinais como língua
natural e parte desse pressuposto para o ensino da língua escrita. A
preocupação do bilingüismo é respeitar a autonomia das línguas de sinais.
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